quarta-feira, 30 de setembro de 2009

PB não cumpre meta e 659 mil viram reféns do analfabetismo


Notícia publicada no Jornal da Paraíba de 30 de setembro, informa que cerca de 23,48% dos paraibanos com mais de 15 anos não sabem ler e escrever.

Esta realidade está contida na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 659 mil paraibanos com mais de 15 anos ainda não sabem ler nem escrever, o que representa 23,48% da população do Estado. O dado se torna ainda mais preocupante quando somado aos analfabetos funcionais, pessoas que conseguem decifrar palavras ou frases curtas, mas não conseguem interpretar um texto. Este índice chega a 36,8% da população paraibana com mais de 15 anos. Estes números colocaram a Paraíba em terceiro lugar no ranking dos Estados brasileiros com maior percentual de analfabetos e em sétimo lugar quando considerado o número absoluto de analfabetos no Estado.

A matéria está disponível aqui

Taí uma assunto que deveria preocupar a elite política e a mídia de nosso estado.

De acordo com os dados, nosso estado tem mais que o dobro da média nacional de analfabetismo (10%) e é superior à média nordestina (19%) que ainda são muito altas.

Em nível nacional, apesar das importantes ações do governo do presidente Lula em fortalecer as universidades públicas e o ensino profissional, além da implantação de um Fundo para financiar a educação básica, o FUNDEB, a questão da persistência do analfabetismo se apresenta como um ponto negativo da atual política educacional.

As taxas de queda do analfabetismo no Brasil são muito lentas.

Na Paraíba, a situação é mais grave pois as autoridades estaduais não tem desenvolvidos quaisquer iniciativas próprias para equacionar o problema do analfabetismo no estado.

Na escola pública, maioria não tolera diferenças


Na escola pública, maioria não tolera diferenças



Pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômics (FIPE) aponta que a maioria dos professores, pais, diretores e estudantes das escolas públicas tem algum tipo de preconceito contra pessoas consideradas "diferentes".

São cerca de 95,8% dos diretores e professores, 99,1% dos pais e 99,4% dos estudantes aqueles que tem algum tipo de preconceito, seja contra portadores de necessidades especiais, contra pessoas de grupos étnico-raciais diferentes do seu, de gênero, contra pessoas mais velhas ou mais novas, contra pobres, pessoas oriundas de outros lugares ou de orientação sexual diferenciada.

Mais detalhes da pesquisa foram publicados na revista "Nova Escola" do mês de setembro e você vê
aqui

Sem dúvida, está ai o retrato do preconceito em um ambiente em que não deveria existir, no caso a escola. Cabe aos gestores, às instituições formadoras de professores, aos movimentos sociais e aos profissionais comprometidos com o respeito à diversidade e aos direitos humanos lutar contra esta chaga social, que é o preconceito.

Com a palavra, todos nós!

sábado, 26 de setembro de 2009

Crianças paraibanas chegam ao 5. ano sem ler e escrever




Deu no "Jornal da Paraíba" de 20/09 que 31,2% dos estudantes das séries finais do ensino fundamental no nosso estado são reprovadas por problemas na leitura e escrita.

A matéria, assinada pelo repórter André Gomes, divulga dados dos Indicadores do Censo Escolar do Ministério da Educação - MEC, em 2007. Pelo relatório, a Paraíba possui pelo menos 85 mil estudantes sem saber ler nem escrever.

O analfabetismo atinge um em cada quatro paraibanos com mais de 15 anos.

Cerca de 48,8% das crianças e adolescentes matriculados no ensino fundamental i e II da rede pública da PB cursam a série inadequada para sua idade, números que chegam a superar a média do país, estipulada em 31,2% e a do Nordeste, 44,7%.

Mais detalhes, você encontra aqui

Estes dados revelam parte do drama social e, especialmente, educacional do nosso estado.

Nâo vi nem ouvi grande repercussão dessa matéria no rádio, nos portais ou na televisão de João Pessoa, à exceção do portal ligado à rede paraiba de comunicação.

Parece que o que interessa mesmo à elite paraibana é saber se o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) irá apoiar ou não a candidatura a governador do seu partido em 2010.

Pobre Paraíba!

Brasil reduz pobreza pela metade e consegue atingir um dos objetivos do milênio



Pois é, gente. Está pintando uma notícia boa.

Segundo o IPEA - Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, o Brasil conseguiu atingir uma das metas do milênio, de reduzir a pobreza pela metade em 25 anos. O Brasil conseguiu atingir a meta dez anos antes do prazo.

O Ipea apresentou em seu auditório em Brasília, na quinta-feira passada, dia 24, o Comunicado da Presidência nº 30, intitulado PNAD 2008: Primeiras Análises. O documento traz análises sobre desigualdade de renda, evolução recente da pobreza e da desigualdade, e trata das condições de vida, da qualidade dos domicílios e acesso a bens. Os dados analisados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE.

Veja o documento aqui www.ipea.gov.br

A pesquisa demonstrou também aumentou a renda das famílias e a renda do trabalhador.

Outro dado interessante é que o acesso ao conjunto intermediário de bens de consumo foi o que mais se expandiu e desconcentrou nos últimos anos.

Caso o ritmo de expansão se mantenha, pode-se considerar que, em cerca de uma década, ao menos 95% da população contará com fogão,geladeira, rádio, TV, e telefone. Programas sociais que garantam um nível mínimo de renda para os mais pobres, como o Bolsa Família, associados a reduções nas taxas de juros finais para os consumidores, podem colaborar propiciando estabilidade e segurança para
que as famílias assumam financiamentos dos itens faltantes nos inventários.
domésticos.

Já o acesso a bens de consumo duráveis ainda atinge um público restrito –
menos de 40% da população – e apresenta níveis altos de concentração, a despeito dos
avanços verificados na última década. A principal diferença desse conjunto para o
intermediário é a máquina de lavar roupa.

Segundo Ricardo Barros, técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais, muita coisa ainda a está por se fazer para reduzir a pobreza e a desigualdade social no país. Para se ter uma idéia da desigualdade no Brasil, "O que um cidadão pobre gasta durante um ano, um cidadão pertencente ao segmento dos 1% mais ricos do Brasil gasta em três dias", disse ele.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Movimentos sociais vêem pontos positivos e negativos na proposta do pré-sal


Caros amigos e amigas,

O debate sobre o pré-sal está só começando. Neste domingo à noite, véspera do 07 de setembro, o Presidente Lula faz pronunciamento em cadeia de rádio e televisão convocando a sociedade a pressionar o Congresso Nacional para aprovar a proposta que estabelece regras para a exploração das reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal, no mar territorial brasileiro.

A oposição (PSDB, DEM e PPS) e setores da grande mídia querem mudar o projeto, visando abrir a exploração do pré-sal para as grandes multis do petróleo, através da manutenção do regime de concessão, aprovado no governo Fernando Henrique Cardoso.

Agora são os movimentos sociais que começam a se manifestar.

Em entrevista ao site BRASIL DE FATO, Ronaldo Pagotto, militante da Consulta Popular e integrante da campanha "O Petróleo Tem Que Ser Nosso", identifica pontos positivos e negativos na proposta do pré-sal apresentada pelo governo. Ele vê avanços na substituição do regime de concessão pelo de partilha e na criação do Fundo Social, para financiar políticas sociais.

Porém, acha que o governo ficou a "meio caminho" nas mudanças, pois deveria propor o fim dos leilões nas demais áreas de exploração de petróleo e deveria fortalecer ainda mais a PETROBRÁS, tornando-a 100% estatal, evitando a criação de uma nova empresa do governo.

A íntegra da entrevista está em www.brasildefato.com.br /v01/agencia/entrevistas/governo-fez-uma-opcao-politica.

Este posicionamento é importante e demonstra a relevância do tema.

Acho que os movimentos sociais, partidos políticos progressistas e os intelectuais paraibanos devem se manifestar e promover debates sobre o tema, especialmente no que poderá contribuir para a geração de recursos visando o financiamento das políticas sociais, especialmente da educação e ciência e tecnologia.

Um grande abraço!

sábado, 5 de setembro de 2009

Mídia estrangeira ignora a brasileira e destaca papel do pré-sal

De acordo com o que abordamos anteriormente, veja o que saiu em alguns órgãos de imprensa estrangeiros a respeito do pré-sal:

2 de Setembro de 2009 - 20h15

Mídia estrangeira ignora a brasileira e destaca papel do pré-sal

Ao contrário da maior parte da mídia brasileira — que atribuiu um viés estatizante nas regras do pré-sal enviadas ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva —, a imprensa estrangeira enfatizou a importância das mudanças para garantir a independência do país e a implementação de ações de combate à pobreza.
O jornal britânico The Guardian relata em sua reportagem desta terça-feira (1º) que Lula “prometeu injetar bilhões de petrodólares na guerra contra a pobreza após as maiores descobertas de petróleo da década”. E acrescenta que a nova legislação permitirá que os lucros sejam usados para “cuidar” da educação e da pobreza de uma vez por todas”.

O The Guardian comenta que a descoberta dos novos campos de petróleo, a partir de novembro de 2007, levou o Brasil a suspender os leilões de concessão de novos blocos para a exploração de petróleo “para dar ao governo uma parcela maior dos lucros”. Ao mesmo tempo, afirma que as companhias petrolíferas do mundo reagiram de forma “nervosa” ao anúncio do marco regulatório.

O Wall Street Journal realçou as promessas de riqueza e desenvolvimento feitas por Lula, mas afirma que o país terá que superar as dificuldades encontradas por gerações de governantes sul-americanos: “transformar a riqueza de vastos recursos naturais em uma máquina de desenvolvimento”. “O Brasil, com alguns dos maiores estoques do mundo de minério de ferro e prata, tem uma das maiores diferenças entre os ricos e os pobres”, diz a reportagem.

Já o The New York Times enfatizou a “mudança nacionalista” do país, que fortalece a atuação estatal da Petrobras na exploração da camada. “O governo brasileiro propôs mudanças às leis existentes na segunda-feira para dar o papel principal no desenvolvimento das reservas-chave de petróleo em águas profundas para a gigante estatal da energia, a Petrobras, em detrimento das rivais estrangeiras”, observa o diário.

“O novo marco regulatório do país representa uma virada nacionalista para o Brasil”, diz a reportagem, que comenta que os campos descobertos nos últimos dois anos podem transformar o Brasil em uma grande potência mundial de energia.

Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), a imprensa estrangeira tem tratado o pré-sal com muito mais serenidade que a brasileira. “Os estrangeiros têm destacado a importância do pré-sal para o Brasil e a indústria petrolífera mundial, comemorando a conquista, ao contrário de setores da mídia nacional, que tratam o assunto de forma equivocada e distorcida”.

Ferro questiona a midia brasileira por qualificar a proposta do novo marco regulatório como estatista e nacionalista, numa cobertura com viés superado. “Essa mesma imprensa esquece que o governo dos Estados Unidos, a meca do capitalismo, comprou a General Motors e metade do Citybank”.

Ele frisou que o novo marco garante a soberania e os interesses nacionais e assegura recursos para combater a pobreza, melhorar a educação e aprimorar a ciência, tecnologia. “Tudo sem romper com os contratos vigentes até agora”.

Fonte: Liderança do PT na Câmara

Extraído de www.vermelho.org.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A Mídia e o pré-sal


Olha, pessoal,

Uma coisa que me impressionou no anúncio do marco regulatório do pré-sal foi o comportamento da grande mídia. A insatisfação de apresentadores de telejornais, editorialistas e analistas da Rede Globo, Folha de São Paulo, O Globo e outros foi de total revolta com aquilo que o editorial do jornal dos filhos de Roberto Marinho definiu como "recaída nacionalista".

O discurso é um só: As regras do pré-sal são nocivas aos "interesses do mercado".

A cara de Alexandre Garcia no "Bom dia Brasil" me deixou incrível!

Imagine o que vem por aí na VEJA e demais revistas semanais!

Pelo sim e pelo não, já desde algum tempo eu prefiro me informar pela internet.

Leio vários sites e blogs. Pego uma opinião aqui e outra acolá e assim vou formando minhas convicções.

De há muito, não assisto o Jornal Nacional! Isso faz um bem para a saúde! Rsrsrsrsrs!

Hasta la vista!

Éder Dantas

PRÉ-SAL E EDUCAÇÃO


Olá, amigos e amigas.

Estamos iniciando as atividades do nosso Blog, com esta importante notícia: o anúncio da proposta do marco regulatório da exploração do petróleo Brasil nas jazidas do pré-sal.

Pretendo destacar dois aspectos fundamentais do que foi anunciado: o controle desta nova riqueza por parte do Estado e a criação do Fundo Social, voltado para financiar a educação, a saúde, inovação tecnológica e combate à pobreza.

Entendo que a primazia da União na exploração das jazidas do pré-sal constitui-se em importante iniciativa. Anuncia a tendência já expressa na maior parte das políticas públicas geradas no governo Lula de reestabelecer o protagonismo do Estado na definição dos rumos do país, rompendo com o modelo anterior, da era FHC, de cessão do protagonismo principal ao mercado.

Com o novo marco regulatório do pré-sal, as riquezas que deverão dele ser extraídas estarão sob a gestão da União (via Petro-sal) e à serviço da geração de recursos para o desenvolvimento do país.

Começamos a superar a lógica subalterna do período anterior, em que os projetos estratégicos (e de longo prazo) subsumiam-se à lógica da desnacionalização e da desestatização, difundidas pelos organismos internacionais como o FMI e o Banco Mundial.

A criação do Fundo Social é uma medida muito positiva, no sentido do aproveitamento do dinheiro gerado pelo pré-sal para equacionar problemas estruturais e dívidas sociais de nosso país. No entanto, me preocupa que da proposta original (destinação dos recursos para educação e ciência e tecnologia) já se evolui no sentido de dividir o dinheiro também para a saúde, a cultura e o combate à pobreza. Com a tramitação no Congresso Nacional, corre-se o risco de serem incorporadas outras "prioridades" que, de tal modo, os recursos deste Fundo sejam dispersos em inúmeras ações, sem foco. Sem prioridade.

Achei interessante a proposta apresentada pela União Nacional dos Estudantes - UNE de que se destine 50% dos recursos oriundos dos royalties do pré-sal para a educação.

De fato, o Brasil investe muito pouco em educação, principalmente se considerarmos outros países em desenvolvimento que conseguiram dar um salto com forte prioridade para esta área.

Dados do MEC (questionados por alguns estudiosos) apontam que o governo Lula aumentou o percentual de gastos com educação em relação ao PIB de 4,1% (2002) para 4,6% (2007). De todo modo, em sendo verdade este dado, ainda é muito pouco pois diversas instituições internacionais recomendam um gasto de pelo menos 6% do PIB. Embora não possamos negar melhoras, o governo Lula ainda está devendo efetiva prioridade à educação.

O Plano Nacional de Educação - PNE previa um gasto de 7% do PIB em educação, o que foi vetado pelo presidente FHC. Este achava que o problema da educação não era falta de recursos e, sim, má gestão dos recursos disponíveis. Melhorou-se, de certo modo, a gestão, mas a qualidade da escola pública no Brasil permanece baixa.

Os movimento sociais ligados à educação defendem que o Brasil gaste 10% do PIB em educação durante longo período para que nós comecemos a viabilizar uma escola de qualidade para todos os brasileiros, em qualquer lugar do país. Para que essa meta seja atingida, devemos lutar por mais verbas para a educação à partir de medidas como o fim da DRU - Desvinculação das Receitas da União para a educação e a criação de novas fontes de financiamento para a área.

Acho que os movimentos sociais da educação (e todos os demais segmentos progressistas da sociedade) devem se incorporar à batalha do pré-sal. Com certeza, os interesses de mercado (representados fortemente no Congresso Nacional) irão agir para prevalecer sobre os demais. Eles farão de tudo para tirar o pré-sal da órbita do Estado e privatizá-lo.

Éder Dantas