segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Movimentos sociais vêem pontos positivos e negativos na proposta do pré-sal


Caros amigos e amigas,

O debate sobre o pré-sal está só começando. Neste domingo à noite, véspera do 07 de setembro, o Presidente Lula faz pronunciamento em cadeia de rádio e televisão convocando a sociedade a pressionar o Congresso Nacional para aprovar a proposta que estabelece regras para a exploração das reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal, no mar territorial brasileiro.

A oposição (PSDB, DEM e PPS) e setores da grande mídia querem mudar o projeto, visando abrir a exploração do pré-sal para as grandes multis do petróleo, através da manutenção do regime de concessão, aprovado no governo Fernando Henrique Cardoso.

Agora são os movimentos sociais que começam a se manifestar.

Em entrevista ao site BRASIL DE FATO, Ronaldo Pagotto, militante da Consulta Popular e integrante da campanha "O Petróleo Tem Que Ser Nosso", identifica pontos positivos e negativos na proposta do pré-sal apresentada pelo governo. Ele vê avanços na substituição do regime de concessão pelo de partilha e na criação do Fundo Social, para financiar políticas sociais.

Porém, acha que o governo ficou a "meio caminho" nas mudanças, pois deveria propor o fim dos leilões nas demais áreas de exploração de petróleo e deveria fortalecer ainda mais a PETROBRÁS, tornando-a 100% estatal, evitando a criação de uma nova empresa do governo.

A íntegra da entrevista está em www.brasildefato.com.br /v01/agencia/entrevistas/governo-fez-uma-opcao-politica.

Este posicionamento é importante e demonstra a relevância do tema.

Acho que os movimentos sociais, partidos políticos progressistas e os intelectuais paraibanos devem se manifestar e promover debates sobre o tema, especialmente no que poderá contribuir para a geração de recursos visando o financiamento das políticas sociais, especialmente da educação e ciência e tecnologia.

Um grande abraço!

Um comentário:

  1. Companheiro Eder, fico muitíssimo contente com esta sua iniciativa, afinal precisamos ter uma mídia e uma imprensa alternativas a esta imprensa burguesa e entreguista que aí está. Tentarei contribuir o máximo que puder contigo.

    Um forte abraço, Irenaldo

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